Petrobras anuncia presença de petróleo em poço na Bacia de Santos

Aumento da oferta de petróleo e tensões comerciais entre Estados Unidos e China impactam bolsas e preços do petróleo
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Os preços do petróleo encerraram a semana em alta em meio a um cenário de forte volatilidade no mercado financeiro global. O movimento foi influenciado principalmente por decisões recentes da Opep+ e pela escalada — seguida de sinais de possível distensão — nas tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China, as duas maiores economias e consumidoras de energia do mundo.

No último domingo (4), a Opep+ surpreendeu os investidores ao anunciar a aceleração do aumento da oferta global de petróleo. A decisão gerou reações imediatas no mercado e elevou a volatilidade dos preços ao longo da semana, refletindo incertezas sobre o equilíbrio entre oferta e demanda.

Apesar do anúncio da ampliação da produção, os preços do petróleo avançaram cerca de 3% na quinta-feira, impulsionados pelo otimismo em torno de uma possível retomada das negociações comerciais entre Estados Unidos e China. A expectativa de diálogo reduziu, momentaneamente, os temores de desaceleração econômica global.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em alta de US$ 1,72 (2,8%), cotados a US$ 62,84 por barril, enquanto o WTI, referência nos Estados Unidos, subiu US$ 1,84 (3,2%), alcançando US$ 59,91 por barril.

O mercado reagiu positivamente à confirmação de que o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, se reunirá com a principal autoridade econômica chinesa no dia 10 de maio, na Suíça, para tratar da guerra comercial que vem impactando a economia global. Segundo o analista Ole Hvalbye, do SEB, o otimismo em torno dessas negociações deu suporte aos preços do petróleo no curto prazo.

Ainda assim, especialistas alertam que a disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo pode reduzir o crescimento do consumo global de petróleo, pressionando o mercado nos próximos meses. Analistas destacam que a volatilidade observada recentemente tende a continuar.

De acordo com Jim Ritterbusch, da consultoria Ritterbusch and Associates, o prêmio de risco global que influenciava os preços do petróleo nos últimos anos vem sendo substituído por um “prêmio tarifário”, altamente sensível a anúncios e decisões políticas, especialmente do governo norte-americano.

As informações são da CNN Brasil.

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